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sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Centro Ibérico dá exemplo de restauro fluvial

Centro Ibérico de Restauração Fluvial

O CIREF é formado por um grupo de profissionais relacionados a restauração dos espaços fluviais na Península Ibérica, tanto de origem universitária como da administração pública e organizações não governamentais.


Um dos grandes objetivos da organização é a conservação e a restauração dos ecossistemas fluviais


terça-feira, 31 de março de 2015

Os canais de Recife são riachos.

Você sabia que os canais de Recife são riachos? 
Sim, eles são riachos. 
E não foram feitos para receber esgotos. 

Ao longo dos anos Recife teve muitas áreas aterradas assim como muitos corpos d'água. Os riachos remanescentes aos poucos perderam sua vida devido ao despejo de esgotos provocado pela falta de saneamento básico. Tiveram ainda suas margens impermeabilizadas, canalizadas e retificadas o que os fez perder sua vegetação nativa e alterar o ciclo natural da água. A canalização, durante muito tempo, pensou-se ser a solução mais adequada. Hoje, preservar e recuperar seu estado natural são ações fundamentais.



segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Renaturalização pelo Mundo: Rio Trent - Nottingham, UK


Este projeto restaurou recursos naturais para uma seção do riacho que flui através de um pequeno parque nos arredores da cidade de Nottingham.


O riacho foi deslocado partir do canal altamente modificado existente para um curso mais natural. O Comprimento do riacho foi aumentado com a introdução de meandros juntamente com margens suaves e variação das condições de fluxo e de leito. O objetivo foi o de melhorar a qualidade da água por meio do plantio de vegetação marginal e a criação de uma camada de junco no emissário de uma galeria de águas superficiais.



Com o material produzido a partir das escavações do canal, um barreira rasa foi construída para reter as águas de enchentes dentro do parque, a fim de ajudar a reduzir a inundação de propriedades à jusante.



Em um esforço para aumentar a conscientização do curso de água e criar um ambiente de parque mais atraente, 2 novas pontes ligam um caminho existente sobre o novo canal riacho.



Esta parte do riacho é uma das poucas seções que não passam por dentro de um bueiro. A jusante, o córrego flui principalmente dentro de um canal altamente modificado e todo o comprimento está sujeito à poluição proveniente de fontes difusas urbanas.

A seguir acompanhe como foi o processo:

1 - Riacho retificado , Agosto de 2012

2 - Riacho canalizado e retificado, Agosto de 2012

3 - Parque próximo ao riacho, Agosto de 2012

4 - Canal antes dos trabalhos, Fevereiro de 2014

5 - Canal antes dos trabalhos, Fevereiro de 2014

6 - Galeria de Águas Pluviais antes dos trabalhos, Fevereiro de 2014

7 - Novo corte do canal, Março de 2014

8 - Novo canal, Março de 2014

9 - Canal completo, Abril 2014

10 - Novo junco de projeto, Abril de 2014

11 - Retirada dos peixes do canal antigo, Abril 2014

12 - Retirada dos peixes do canal antigo, Abril 2014

13 - Novo riacho e junco, Abril de 2014

14 - Novo riacho, Maio de 2014

15 - Novo riacho com a ponte, Maio de 2014

16 - Galeria de águas pluviais depois da restauração

17 - Antes da restauração

18 - 21 de março de 2014

19 - 23 de abril de 2014

20 - 30 de abril de 2014

21 - 9 de maio de 2014

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Riachos Urbanos podem ser restaurados? Unindo recuperação natural com mitigação de enchentes


Riachos Urbanos podem ser restaurados? Unindo recuperação natural com mitigação de enchentes

Riachos Urbanos globalmente são caracterizados por condições de habitat degradado e baixa biodiversidade aquática, atribuída em grande parte pelos efeitos da modificação e manutenção dos canais para enchentes.

Recentemente, um trabalho em Hamilton City tem destacado a habilidade de algumas espécies de peixes ameaçadas em sobreviver em riachos que preservam trechos com vegetação e a presença de invertebrados.

O programa mostra que é relativamente fácil estabelecer uma baixa diversidade nativa em 20 anos. A estabilização das margens com troncos de madeira pode ajudar a reduzir os efeitos das enchentes, fornecendo refúgio para peixes. Associado a isso, a liberação de peixes jovens pode ajudar na manutenção da população.

Historicamente, as cidades foram construídas para atender às necessidades de uma espécie, o Homo sapiens. O resultado da urbanização é a homogeneização de ambientes heterogêneos e a substituição da fauna e da flora nativa por espécies exóticas adaptadas ao ambiente urbano.

Canais de riachos em cidades são normalmente usados para transportar as águas pluviais para fora do ambiente construído tão rapidamente e eficientemente quanto possível para evitar a inundação e erosão. Porque águas pluviais urbanas correm pelas superfícies impermeáveis e os córregos entram diretamente em tubos, em vez de, naturalmente, através escoamento superficial e drenagem subterrânea. Isso altera significativamente a hidrologia urbana levando a enchentes mais freqüentes, e uma rápida mudança nos hidrogramas, com maiores vazões de pico.

Veja mais em: Can urban streams be restored?

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Renaturalização pelo Mundo: Rio Bièvre

Rio Bièvre
Local - França, Bacia do Rio Sena
Data da Construção - Janeiro de 2002 até janeiro de 2003
Comprimento - 200m
Custo - £520.000 ou R$1.573.660,53

Desde o século 11, o Rio Bièvre e sua área de influência foram fortemente modificadas. Várias fábricas foram construídas ao longo de seu curso, o que levou à retificação do rio. A crescente urbanização e o estabelecimento de atividades industriais e artesanais ao longo do Bièvre transformou em um "esgoto a céu aberto". 

A partir do século 18, o rio foi gradualmente coberto. 

Hoje, a Bièvre forma um sistema de águas pluviais. Tornou-se um meio alternativo de transporte para águas residuais quando os esgotos não funcionam.
Trecho do rio coberto.

No âmbito da política de renovação Bièvre, um projeto-piloto, a fim de reabrir o rio foi realizado, no "Parc des Près" em Fresnes, uma área de três hectares de baixo desenvolvimento.
Rio Bièvre em fase de reconstrução
O antigo leito do rio, ou seja, o atual sistema de água da chuva, foi mantido para uso em caso de esgotos não funcionarem. 
Um trecho sinuoso de água foi criado, a fim de favorecer o desenvolvimento da vida aquática. Espécies aquáticas e semi-aquáticas foram plantadas em diversas áreas. Ao mesmo tempo, mais de vinte ligações directas de águas residuais para o Biévre foram eliminadas.
Trecho recuperado do rio

Antes e depois da Renaturalização





quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Renaturalização pelo Mundo: Rio Braid

Rio Braid
Local - Inch Park, Edimburgo
Data da Construção - Final de 2008 até meados de 2009
Comprimento - 310m
Custo - £110.000 ou R$335.500 (25/09/14)

A remeandrização do Rio Braid no Inch Park foi uma parte do amplo projeto de contenção de cheias proposto pelo Conselho da Cidade de Edimburgo projetado para proteger contra um enchente de 200 anos, com provisão adicional para as mudanças climáticas. 

Rio antes da renaturalização ainda canalizado.


O projeto aproveitou a capacidade de armazenamento do parque para cheias, promoveu a biodiversidade  e criou habitats ao longo do rio.

Antigo curso tracejado e novo curso em cor azul.


Corte AA mostrando antigo canal e nova formatação

O parque fica localizado em uma área urbana e fica próximo de um shopping center, escolas primárias e áreas residenciais.

Fase de construção

   

O objetivo foi reintroduzir diversidade na extensão, na profundidade, nas taxas de vazão e na paisagem do riacho, para permitir que os processos naturais ecológicos e morfológicos ocorram segundo as características iniciais. Isto foi alcançado substituindo os canais de concreto e tijolo por meandros sinuosos.

Após dois anos da construção, em 2011.


sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Como renaturalizar um rio ou riacho - 3ª Etapa

Nesta última reportagem da série veremos os cuidados que devemos ter na construção do projeto, como os riscos de inundação, os achados arqueológicos e a educação como parte integrante e fundamental do projeto.



Construção do Projeto

Muitos fatores influenciam na escolha do tipo de projeto, assim, tenha em mente que para cada projeto há um tipo especifico de intervenção que depende das condições do local. A seguir estão listados alguns fatores.

Uso do solo nas proximidades - A recuperação do rio pode fazer parte de um projeto maior que contempla a readequação ambiental, portanto, ter um olhar amplo da localidade para além dos limites das margens irá influenciar no projeto. O acesso à água, rotas de transporte, corredores de vida selvagem e sistemas de drenagem sustentável devem ser trabalhados em paralelo com o desenvolvimento do projeto.

Drenagem - Você deve considerar como o sistema de drenagem irá interagir com a sazonalidade do rio. Por exemplo, você pode optar por descarregar a água da chuva por meio de valas que ligam ao rio - isso ajuda a criar uma variedade de habitats. Um mau projeto de drenagem pode resultar em muitos problemas. Por exemplo, emissários mau dimensionados podem gerar erosão no local e interferir na qualidade dos habitats.

Gestão dos riscos de inundação - As características do sistema de manejo dos riscos de inundação que devem ser consideradas, incluem:
  • Cargas Terrestres (solo, água, edifícios, veículos, etc.);
  • O fluxo de corrente, ondas, lavagem de barcos e hélices e o risco de ancoradouros ilegais;
  • Antecipar o usos futuros do rio;
  • Duração das vazões e especialmente vazões de pico;
  • Levar em consideração a freqüência e a área de inundação;
  • As condições do solo e geologia;
  • A força e a durabilidade dos componentes individuais e os elementos incluídos no projeto;
  • A química da água e os fatores que afetam o crescimento de plantas como a área molhada;
  • O tempo de vida do projeto;
  • Monitoramento e manutenção;

Você precisa estabelecer suas propostas de forma clara, tanto em termos de o que você se propõe a construir e como.

Espaço verde existente - Você deve sempre incentivar e promover a colonização de espécies naturais apropriadas ao local. As várzeas tem importância fundamental pois filtram e armazenam água, capturam carbono, fornecem alimento e energia, apoiando uma riqueza de vida selvagem de forma única. Trabalhando com processos naturais você irá melhorar as condições locais valorizando a flora e a fauna.

Contudo, o plantio pode ser necessário quando:
  • os processos naturais por si só não forem suficientes para garantir a estabilidade do sistema, como por exemplo pela falta de um banco de sementes natural;
  • a vegetação é necessária para a segurança do talude.

O tempo de plantio e pré-estabelecimento de espécies da linhagem genética correta é uma questão importante (procurar ajuda de um ecólogo para garantir que as plantas são de espécie adequada e, sempre que possível, de origem local). As plantas também precisam ser selecionadas no tamanho correto, plantadas no nível correto, e em agrupamentos adequados para aumentar as chances de dar certo. Espécies invasoras é um risco que merece atenção para definir medidas de proteção.

Arqueologia e patrimônio - É importante verificar se o projeto está susceptível a afetar algum achado arqueológico. Áreas de várzea podem conter registros dos nossos antepassados bem preservados.

Educação, estética e arte - Em qualquer projeto você deve aproveitar para fazer referência as questões ambientais, históricas e sociais do local. Estender o projeto para a beira da água pode gerar paisagens impressionantes. Não podemos esquecer das mudanças periódicas no nível do rio. Deve haver uma sinalização atraente, artística e robusta que chame a atenção das pessoas que explique bem ao observador para que não seja mal interpretado ou até criticado.

Sustentabilidade dos materiais - Sempre que possível utilize materiais reciclados no projeto, estando atento para a qualidade. Materiais rugosos proporcionam uma colonização mais estável das algas e plantas que vivem no local.

Gestão e comunicação durante o projeto - Este é um elemento crucial para o sucesso de todos os projetos de restauração de rios. Se o entendimento entre as diferentes partes do projeto não for gerido de forma eficiente pode haver atraso no projeto e incapacidade de obter financiamento.

Fonte: Step III - Project Construction (ECRR)

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Como renaturalizar um rio ou riacho - 2ª Etapa

Dando sequência as postagens de "Como renaturalizar um rio ou riacho" partimos agora para a etapa 2 que é a Concepção do Projeto. Amanhã, concluiremos com a Construção do Projeto.



Concepção - Nessa etapa, o planejamento vai ajudar a definir quais medidas de restauração são adequadas para cada trecho do rio. Por exemplo, diferentes tipos são adotados dependendo da energia do rio,  baixa energia em áreas urbanas ou alta energia como corredeiras.

A falta de experiência muitas vezes se deve  à natureza experimental de técnicas de restauração, dedicar mais tempo na fase de projeto reduzirá a incerteza na implementação de esquemas, especialmente com novos conceitos.

Visitas de campo são essenciais para revelar questões que podem não ter sido identificados a partir de uma avaliação baseada em mapas. É comum encontrar um equipe inexperiente com supervisão limitada ou engenheiros de projeto com insuficiente experiência prática.

Como o projeto vai ser gerenciado? Um gerente de projetos deve ser empregado primeiramente. Isso dará uma boa comunicação entre a equipe de desenvolvimento e a equipe de construção. O gerenciamento é fundamental para o sucesso do projeto.

Quem é responsável por eventuais atrasos? Em um projeto de recuperação de rio, atrasos serão inevitáveis devido a incerteza ambiental. Logo, isto não pode ser esquecido e acordos apropriados devem ser descritos no documento de contratação.

Que recursos financeiros estarão disponíveis para despesas eventuais? Haverá sempre pequenos problemas para resolver em qualquer projeto. Onde há novas técnicas sendo aplicadas é mais provável ocorrer, portanto, é razoável para o cliente manter algum dinheiro após a conclusão do projeto. Este pode ser até 5% do custo total, mas dependerá do tamanho e da complexidade do projeto.

Os papéis da equipe de design e o supervisor local já foram concordados? Leve em conta o valor do contrato de projeto e construção e assegure que o contratante tem a oportunidade de se envolver no projeto o mais cedo possível.

Uma explicação do método vai ser elaborada pelo contratante? Isto é essencial para que o método seja cumprido de forma segura.

Há algum trabalho a ser sub-contratado? Todos os feriados foram levados em consideração? Certifique-se que pessoal para cobrir faltas e férias foi acordado com o contratante e se isso é de conhecimento da equipe do projeto.

Como o empreiteiro será pago (por estágio ou conclusão)? Isso pode ajudar a decidir como gerenciar as finanças.

Definição dos objetivos do projeto - Uma avaliação inicial de hidrologia, sedimentos e qualidade da água pode indicar que a implementação de técnicas físicas de restauração não irá, por si só, proporcionar ganho ecológico. Em tais casos, pode ser preferível corrigir estes aspectos em primeiro lugar.

Quando estes fatores não são limitantes, é essencial reconhecer a interação entre os processos ecológicos e hidro-morfológicos. Um projeto de restauração é muitas vezes considerado tanto em termos de restauração de formas naturais e processos como em melhoria da biodiversidade. Normalmente, restauração de rios começa com a premissa de que uma mudança do processo natural é necessário para alcançar a função de um habitat específico. Em alguns casos, a restauração da diversidade morfológica e dinamismo é o foco, em outras ocasiões, é especificamente para tratar de um habitat perdido; em tais casos, pode ser necessário para restaurar uma característica física particular.


A figura a seguir demonstra como os objetivos podem começar a ser definidos ligando os elementos ecológicos e hidro-morfológicos juntos. Este processo foi concebido para ajudar o gerente de projeto pensar sobre os aspectos-chave do projeto de restauração do rio e para  reconhecer a complexidade inerente.



Questões a considerar:
  • O objetivo principal do projeto é melhorar os processos físicos do rio ou aumentar a diversidade biológica no seu curso?
  • Se o objetivo é aumentar as formas e processos fluviais, qual será o benefício para a ecologia?
  • Se o seu foco é aumentar a diversidade ecológica para a fauna e flora, que ciclos de vida você pretende restaurar e que características físicas você pretende desenvolver para dar suporte?
  • Seus objetivos são claros (específicos), quantificáveis, atingíveis, realistas e cabem em um prazo especificado?

Determinar objetivos de monitoramento inteligentes - Este elemento do projeto, muitas vezes é negligenciado, garante que haja um foco claro sobre os produtos - ou seja, o que você quer alcançar com o seu projeto? Os recursos para o monitoramento devem ser declarados como parte do orçamento no início do projeto para garantir que este elemento importante não seja esquecido. Orientação sobre como definir objetivos de monitoramento inteligente está disponível em uma série de documentos de orientação prática.

Um exemplo prático River Restoration Appraisal Guidance for Monitoring Options (PRAGMO), tem como objetivo ajudar todos os profissionais no processo de definição de protocolos de monitoramento como parte de um projeto de recuperação do rio. PRAGMO inclui estratégias de monitoramento destinados a apoiar a equipe técnica que trabalha para as autoridades competentes, consultorias e instituições acadêmicas, bem como organizações com recursos limitados, que podem precisar de demonstrar o sucesso para curadores e financiadores.

Fonte: Step II – Design, objective and pre-monitoring (ECRR)

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Como renaturalizar um rio ou riacho - 1ª Etapa

De hoje até sexta-feira iremos apresentar uma série de postagens sobre como realizar a renaturalização de um rio ou riacho. As informações serão fundamentadas a partir de um programa europeu proposto pela ECRR (do inglês, Centro Europeu para a Restauração de Rios).

Nessa primeira de três etapas veremos o planejamento que define atores, estuda o local e reduz os riscos. Na segunda etapa trataremos da concepção do projeto. Finalmente, na terceira etapa, abordaremos a construção do projeto.



1ª Etapa - Planejamento

Identificar todas as partes interessadas - Determinar os objetivos do projeto, que incluem as ambições e expectativas do stakeholders, geralmente leva tempo para se desenvolver. Nesse processo é importante a participação dos comitês de bacia (já que reúnem diferentes interesses da população)  assim como  a adoção de um Plano Diretor.

Ouvir todos os pontos de vista é essencial para garantir as necessidades de cada um. Uma organização privada pode querer demonstrar responsabilidade ambiental enquanto a população busca por prestação de serviços que beneficiem a comunidade local.

Definir objetivos - Incorporar objetivos diferentes que disponham uma gama de benefícios à comunidade é um desafio, mas deve ser bem elaborado pois garante um maior apoio da público. Podem ser:
  • Recreação: áreas para caminhada, ciclismo, famílias e outros grupos. Ex.: Isar River em Munique;
  • Espaço Verde: as pessoas podem se aproximar da natureza com acessibilidade e segurança. Ex.: River Marden em Calne serve para eventos locais;
  • Biodiversidade: promove a melhoria das condições ambientais através da filtração da água por plantas, do seqüestro de carbono, da disponibilidade de alimento, e de áreas para reprodução das mais variadas espécies. Ex.: Ciorbaciu Wetland Project.
  • Herança cultural e ambiental: importância cultural e ambiental através da manutenção da paisagem de épocas passadas. Encontrar mapas antigos ajuda como guia para a restauração. Ex.: River Vidá.
  • Educação: um ambiente preservado é fonte de boas ferramentas para o aprendizado. Ex.: Cheonggyecheon stream project em Seoul na educação de mais de 25 milhões de pessoas transmitindo a importância dos corredores azul e verde.
  • Manejo natural dos riscos de enchente: o manejo natural pode oferecer mais que os métodos tradicionais. Realizar uma pesquisa de viabilidade para determinar riscos específicos é importante para ajudar você a decidir qual abordagem a adotar. Ex.: River Great Ouse, com ampliação da calha.
  • Custos de manutenção: projeto de drenagem ruim, tais como emissários mal concebidos, além do alto custo podem levar à erosão localizada, um aumento no risco de inundação ou degradação do habitat. Ex.: Ritobäcken Brook na Finlândia é um bom exemplo de drenagem com abordagem sustentável de baixo custo.

Ter uma equipe experiente e multidisciplinar - Dependendo do alcance e da natureza do seu projeto, você vai precisar de reunir as habilidades, aconselhamento e apoio de uma série de especialistas. É importante trabalhar com esses especialistas, no início de um projeto para que suas plenas possibilidades possa ser alcançada.
  • Arqueólogo/ Profissional Patrimonial: ações de conhecimento do patrimônio e da cultura local para ajudar no planejamento do projeto;
  • Biólogo/Ecólogo: verifica as técnicas de restauração para beneficiar habitats e espécies locais;
  • Representante popular: um contato de confiança para fazer a interface entre o público e a tomada de decisão;
  • Construtora: garantir que o projeto seja concluído dentro do prazo e com o orçamento esperado. Também orienta as características operacionais do projeto e materiais disponíveis;
  • Geomorfologista: oferece consultoria sobre o canal do rio e planície de inundação sobre os processos de morfologia e sedimentos do rio.
  • Hidrólogo: conhecimento especializado sobre a vazão dos rios, inundações , secas e sistemas de águas subterrâneas e como estes de inter-relacionam;
  • Arquiteto paisagista: orienta sobre o projeto de design, paisagem e plantio;
  • Gerente de projeto: tem a responsabilidade global para o gerenciamento de projetos, o dia-a-dia, controlar orçamentos e se comunicar com especialistas e público;
  • Supervisor: garantir que todos atendam às suas responsabilidades de segurança e saúde dentro e fora do local.

Reduzir o risco e a incerteza - Há uma série de ações que podem ser tomadas no início do processo de planejamento do projeto que pode reduzir o risco e a incerteza. Se estes passos não forem bem definidos a incerteza devido ao conhecimento limitado pode aumentar.
  • A equipe: deve ter experiência, compromisso e ter a miscelânea correta de especialistas;
  • Empreiteiro: deve haver uma pré-visita ao local e definir que máquinas serão usadas, como e quando. Deixar claro em contrato os métodos e acordos. Bons acordos de supervisão e contrato podem impedir, por exemplo, cercas próximas com boa qualidade habitat serem removidas ou rios sinuosos sendo escavado, mas com lados trapezoidais;
  • Todos envolvidos com a fase de construção: comunicação entre as partes envolvidas é a chave para um bom relacionamento e o sucesso na operação. Fornecedores, geralmente, não sabem detalhes específicos requeridos no projeto sendo necessário uma descrição minuciosa dos materiais como tipo e tamanho da vegetação, grama ou pedra. Os fundos para financiamento devem ser seguros e a experiência dos profissionais devem ser seguras.
  • Gerente de projeto em conjunto com o grupo: assegurar que as despesas eventuais sejam inclusas, garantir os interesses dos stakeholders e obter todas as aprovações. A formação de um grupo focal local de trabalho em estreita colaboração com a equipe pode ajudar a superar as preocupações das partes interessadas e facilitar o caminho para a obtenção de aprovações. A falta de recursos financeiros imprevistos pode resultar em subseqüente má gestão ou projeto de conclusão.
  • Variáveis de campo: más condições no tempo ou no rio, vandalismo, problemas com o tipo de solo ou época de reprodução da fauna devem ser previstos para contornar as dificuldades ou mitigá-las. Ter dados históricos do local podem ajudar na previsão.

terça-feira, 19 de agosto de 2014

A Renaturalização pelo Mundo: River Brent, Londres - Reino Unido

Cada vez mais se espalha pelo mundo a ideia de renaturalização de rios e riachos urbanos. Na Inglaterra, um rio, que se comparado aos rios urbanos do Brasil já estaria à frente no que se diz respeito a preservação ambiental, foi além ao ter seus meandros recuperados e permitir o acesso público para atividades de lazer.

O Rio Brent fica no nordeste de Londres e teve o trecho do Tokyngtton Park renaturalizado.

Imagem Google (1999)

Antes(1999)

Durante(2003)

Imagem Google(2006)

Depois (2008)

Imagem Google (2013)

Fonte: ECRR - European Centre for River Restoration