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quinta-feira, 1 de junho de 2017

Relação de riachos da Bacia do Capibaribe em Recife

Ao todo são 99 riachos que compõem a malha hidrográfica de Recife, formado uma rede de aproximadamente 115 km. Desses, 32 riachos são afluentes do Rio Capibaribe, listados abaixo.

Lista dos riachos da bacia do Capibaribe:

Bacia Rio Nome do Riacho
CAPIBARIBE Capibaribe 1 Riacho da Joana Bezerra
2 Riacho da Rua Ibiporã
3 Riacho do Fernandinho
4 Riacho Travessa Realeza
5 Gamboa Derby - Tacaruna
6 Riacho  de Santa Terezinha
7 Riacho do Chié
8 Riacho da COHAB 
9 Riacho do Torreão
10 Riacho do Sport
11 Riacho do Prado
12 Riacho do Zumbi
13 Riacho do Valença
14 Riacho do ABC
15 Riacho do IPA
16 Riacho do Parnamirim
17 Riacho do Serpro
18 Riacho Santa Rosa
19 Riacho do Cavouco
20 Riacho do Caiara
21 Riacho São Mateus
22 Riacho do Buriti
23 Riacho Nova Descoberta
24 Córrego do Jenipapo
25 Riacho do Golf
26 Riacho Torres Homem / Afonso Olindense
27 Riacho Vila Arraes
Camaragibe 28 Riacho Sítio dos Pintos
29 Córrego da Fortuna
30 Riacho Marcos Freire
Riacho Don- don 31 Riacho Jardim Teresópolis
32 Riacho Brega e Chic

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Renaturalização pelo Mundo: Rio Trent - Nottingham, UK


Este projeto restaurou recursos naturais para uma seção do riacho que flui através de um pequeno parque nos arredores da cidade de Nottingham.


O riacho foi deslocado partir do canal altamente modificado existente para um curso mais natural. O Comprimento do riacho foi aumentado com a introdução de meandros juntamente com margens suaves e variação das condições de fluxo e de leito. O objetivo foi o de melhorar a qualidade da água por meio do plantio de vegetação marginal e a criação de uma camada de junco no emissário de uma galeria de águas superficiais.



Com o material produzido a partir das escavações do canal, um barreira rasa foi construída para reter as águas de enchentes dentro do parque, a fim de ajudar a reduzir a inundação de propriedades à jusante.



Em um esforço para aumentar a conscientização do curso de água e criar um ambiente de parque mais atraente, 2 novas pontes ligam um caminho existente sobre o novo canal riacho.



Esta parte do riacho é uma das poucas seções que não passam por dentro de um bueiro. A jusante, o córrego flui principalmente dentro de um canal altamente modificado e todo o comprimento está sujeito à poluição proveniente de fontes difusas urbanas.

A seguir acompanhe como foi o processo:

1 - Riacho retificado , Agosto de 2012

2 - Riacho canalizado e retificado, Agosto de 2012

3 - Parque próximo ao riacho, Agosto de 2012

4 - Canal antes dos trabalhos, Fevereiro de 2014

5 - Canal antes dos trabalhos, Fevereiro de 2014

6 - Galeria de Águas Pluviais antes dos trabalhos, Fevereiro de 2014

7 - Novo corte do canal, Março de 2014

8 - Novo canal, Março de 2014

9 - Canal completo, Abril 2014

10 - Novo junco de projeto, Abril de 2014

11 - Retirada dos peixes do canal antigo, Abril 2014

12 - Retirada dos peixes do canal antigo, Abril 2014

13 - Novo riacho e junco, Abril de 2014

14 - Novo riacho, Maio de 2014

15 - Novo riacho com a ponte, Maio de 2014

16 - Galeria de águas pluviais depois da restauração

17 - Antes da restauração

18 - 21 de março de 2014

19 - 23 de abril de 2014

20 - 30 de abril de 2014

21 - 9 de maio de 2014

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Riachos Urbanos podem ser restaurados? Unindo recuperação natural com mitigação de enchentes


Riachos Urbanos podem ser restaurados? Unindo recuperação natural com mitigação de enchentes

Riachos Urbanos globalmente são caracterizados por condições de habitat degradado e baixa biodiversidade aquática, atribuída em grande parte pelos efeitos da modificação e manutenção dos canais para enchentes.

Recentemente, um trabalho em Hamilton City tem destacado a habilidade de algumas espécies de peixes ameaçadas em sobreviver em riachos que preservam trechos com vegetação e a presença de invertebrados.

O programa mostra que é relativamente fácil estabelecer uma baixa diversidade nativa em 20 anos. A estabilização das margens com troncos de madeira pode ajudar a reduzir os efeitos das enchentes, fornecendo refúgio para peixes. Associado a isso, a liberação de peixes jovens pode ajudar na manutenção da população.

Historicamente, as cidades foram construídas para atender às necessidades de uma espécie, o Homo sapiens. O resultado da urbanização é a homogeneização de ambientes heterogêneos e a substituição da fauna e da flora nativa por espécies exóticas adaptadas ao ambiente urbano.

Canais de riachos em cidades são normalmente usados para transportar as águas pluviais para fora do ambiente construído tão rapidamente e eficientemente quanto possível para evitar a inundação e erosão. Porque águas pluviais urbanas correm pelas superfícies impermeáveis e os córregos entram diretamente em tubos, em vez de, naturalmente, através escoamento superficial e drenagem subterrânea. Isso altera significativamente a hidrologia urbana levando a enchentes mais freqüentes, e uma rápida mudança nos hidrogramas, com maiores vazões de pico.

Veja mais em: Can urban streams be restored?

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Renaturalização pelo Mundo: Rio Bièvre

Rio Bièvre
Local - França, Bacia do Rio Sena
Data da Construção - Janeiro de 2002 até janeiro de 2003
Comprimento - 200m
Custo - £520.000 ou R$1.573.660,53

Desde o século 11, o Rio Bièvre e sua área de influência foram fortemente modificadas. Várias fábricas foram construídas ao longo de seu curso, o que levou à retificação do rio. A crescente urbanização e o estabelecimento de atividades industriais e artesanais ao longo do Bièvre transformou em um "esgoto a céu aberto". 

A partir do século 18, o rio foi gradualmente coberto. 

Hoje, a Bièvre forma um sistema de águas pluviais. Tornou-se um meio alternativo de transporte para águas residuais quando os esgotos não funcionam.
Trecho do rio coberto.

No âmbito da política de renovação Bièvre, um projeto-piloto, a fim de reabrir o rio foi realizado, no "Parc des Près" em Fresnes, uma área de três hectares de baixo desenvolvimento.
Rio Bièvre em fase de reconstrução
O antigo leito do rio, ou seja, o atual sistema de água da chuva, foi mantido para uso em caso de esgotos não funcionarem. 
Um trecho sinuoso de água foi criado, a fim de favorecer o desenvolvimento da vida aquática. Espécies aquáticas e semi-aquáticas foram plantadas em diversas áreas. Ao mesmo tempo, mais de vinte ligações directas de águas residuais para o Biévre foram eliminadas.
Trecho recuperado do rio

Antes e depois da Renaturalização





quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Renaturalização pelo Mundo: Rio Braid

Rio Braid
Local - Inch Park, Edimburgo
Data da Construção - Final de 2008 até meados de 2009
Comprimento - 310m
Custo - £110.000 ou R$335.500 (25/09/14)

A remeandrização do Rio Braid no Inch Park foi uma parte do amplo projeto de contenção de cheias proposto pelo Conselho da Cidade de Edimburgo projetado para proteger contra um enchente de 200 anos, com provisão adicional para as mudanças climáticas. 

Rio antes da renaturalização ainda canalizado.


O projeto aproveitou a capacidade de armazenamento do parque para cheias, promoveu a biodiversidade  e criou habitats ao longo do rio.

Antigo curso tracejado e novo curso em cor azul.


Corte AA mostrando antigo canal e nova formatação

O parque fica localizado em uma área urbana e fica próximo de um shopping center, escolas primárias e áreas residenciais.

Fase de construção

   

O objetivo foi reintroduzir diversidade na extensão, na profundidade, nas taxas de vazão e na paisagem do riacho, para permitir que os processos naturais ecológicos e morfológicos ocorram segundo as características iniciais. Isto foi alcançado substituindo os canais de concreto e tijolo por meandros sinuosos.

Após dois anos da construção, em 2011.


segunda-feira, 22 de setembro de 2014

X ENAU prepara carta para gestores públicos

No X Encontro Nacional de Águas Urbanas, pesquisadores de todo o país discutiram diversas propostas de otimização da drenagem urbana. O resultado disso está sendo uma carta que deverá ser encaminhada a sociedade e em especial aos gestores públicos. A carta deverá ser finalizada até dia 26 de setembro quando será o último dia para envio de sugestões pelo e-mail  xenau@abrh.org.br.

A minuta da carta você confere a seguir:

A Comissão de Águas Urbanas da Associação Brasileira de Recursos Hídricos, ao término do X Encontro Nacional de Águas Urbanas, realizado em São Paulo, no período de 16 a 18 de setembro de 2014, expressa, por meio desta carta, os anseios e desafios identificados durante o evento e que devem ser enfrentados pela Academia, sociedade e gestores públicos.
A despeito do atual conhecimento, os sistemas de drenagem urbana são ainda concebidos de maneira convencional, cujo princípio é o rápido afastamento das águas pluviais; no entanto, as novas técnicas de manejo das águas urbanas visam minimizar a geração de escoamento pluvial por meio da adoção de práticas que priorizem a manutenção de processos hidrológicos mais naturais, tendo ainda, a bacia hidrográfica como unidade de planejamento.
Buscando esse objetivo, a Comissão recomenda, sempre que possível e adequado, que medidas e esforços sejam adotados para:
  • Reduzir as áreas impermeabilizadas;
  • Minimizar movimentação de terras;
  • Controlar a produção de sedimentos, principalmente durante a fase de obras;
  • Preservar o percurso do escoamento superficial de maneira mais próxima ao natural; manter as características locais da bacia;
  • Promover a integração da água como elemento da paisagem urbana;
Adicionalmente, a água da chuva pode ser utilizada para fins não potáveis, ressalvado o fato de o aproveitamento da água de chuva não se constituir em uma estratégia para controle de escoamento pluvial.
O manejo proposto deve ser regulamentado por meio do PLANO DIRETOR URBANO e do PLANO DE DRENAGEM URBANA, sendo a elaboração destes de responsabilidade legal dos Municípios. É importante enfatizar a importância de que a sociedade deve ter um papel efetivo na concepção e elaboração de ambos os planos.
O manejo da água no meio urbano depende dos espaços exigidos para implantação de técnicas de controle e do uso do potencial da bacia para reduzir os impactos da urbanização, portanto exige nova postura dos gestores, urbanistas, hidrólogos e demais profissionais, que devem trabalhar de forma conjunta. Nesse sentido, o trabalho interdisciplinar otimizará o sistema em termos técnicos, sociais, financeiros e ambientais.
Assim, identifica-se que a Academia deve atualizar os currículos dos cursos de tecnologia, graduação e pós-graduação, para que incorporem em suas ementas elementos que contemplem o enfoque proposto de manejo de águas pluviais.
Quaisquer que sejam as técnicas empregadas estas devem primar:
  • Pela minimização das inundações;
  • Pelos aspectos sanitários;
  • Pela não contaminação dos aquíferos;
  • Pelos aspectos paisagísticos, multifuncionais e integrados ao meio urbano, visando a melhor aceitação por parte da população.
O planejamento e projeto dos sistemas de águas pluviais dependem essencialmente das características fisiográficas da bacia, do monitoramento e da modelagem hidrológica, seja qualitativa ou quantitativa. Observa-se, que:
- A maioria dos municípios brasileiros não possui cadastro dos sistemas de infraestrutura urbana. Os Municípios devem realizar o cadastramento da infraestrutura urbana, incluindo os sistemas de microdrenagem, macrodrenagem, técnicas compensatórias de drenagem (no lote e centralizado). Esse cadastro deve ser espacializado em mapas digitais de forma a serem permanentemente atualizados e, preferencialmente, associados a banco de dados.
- Os Municípios devem desempenhar papel fundamental no monitoramento da chuva e da qualidade e quantidade de água no meio urbano, pois têm condições de fazê-lo continuamente. Assim, os municípios terão dados hidrológicos representativos de suas condições locais. As Universidades podem auxiliar os municípios no planejamento do monitoramento de acordo com as especificidades locais, fortalecendo parcerias acadêmico-científica e técnico-institucional.
- Os Municípios devem elaborar manuais para o projeto e execução dos sistemas de manejo de águas pluviais. Para isso, sempre que julgarem necessário, devem contar com o auxílio da Academia.
- O emprego de ferramentas para gestão das águas urbanas depende essencialmente das características da bacia, do monitoramento e de pessoal especializado. Os Municípios devem investir na capacitação contínua de pessoal, sendo que a Academia pode auxiliá-los, propiciando condições para o desenvolvimento de pesquisas aplicadas e treinamento dos técnicos no uso de ferramentas de gestão.
- Os Municípios devem planejar e incorporar aos seus serviços a limpeza, conservação, manutenção e operação da infra-estrutura de águas pluviais, prevendo, ainda, os aportes financeiros necessários para a realização perene e contínua destas atividades.
- Boa parte da produção de sedimentos em meio urbano é devido a obras, terraplanagem e movimentação de terra. Esses sedimentos assoreiam reservatórios e rios e o próprio sistema de drenagem, causando prejuízos de toda ordem. Os Municípios, através de normas e legislações, devem exigir o controle da produção de sedimentos em obras civis, assim como fiscalizá-las em relação a esse aspecto.
Cabe aos organismos que fomentam a economia do país, com investimentos em empréstimos públicos, gerar diretrizes que garantam a concepção e implementação de projetos e obras que tenham um impacto reduzido sobre a drenagem urbana.
Por fim, a comissão técnica do X ENAU acredita que a concretização e o sucesso das recomendações contidas nessa carta dependem fundamentalmente do envolvimento e do esforço conjunto dos Gestores Públicos, da Academia e da Sociedade.
São Paulo, 18 de setembro de 2014.

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

X ENCONTRO NACIONAL DE ÁGUAS URBANAS Águas Urbanas: Um tema multidisciplinar




Começou ontem em São Paulo (SP) o 10º Encontro Nacional de Águas Urbanas (X ENAU). O evento irá até amanhã com apresentações de trabalhos e palestras com temas que contemplam novos conceitos e manejo de águas pluviais. No primeiro dia o grupo de recursos hídricos da UFPE apresentou o trabalho "Os Impactos da Expansão Urbana no Manejo de Águas Pluviais em Pequenas Cidades: Estudo de Caso em Serra Talhada (Pernambuco)" Gastão Fonseca Neto, Marcos Vieira Melo e Jaime Cabral.

Hoje serão apresentados ainda "Urbanização no Recife e as Consequências para a Drenagem Urbana" por Edvaldo Guimarães Neto, Marcos Vieira Melo e Guilherme Nascimento; E também, "Estudo das Características Hidrológicas para Subsídio ao Zoneamento Urbano no Município do Cabo de Santo Agostinho (Pernambuco)" Andressa Fraga e Jaime Cabral.



Em breve faremos a postagem do trabalhos.

O evento é uma organização da Associação Brasileira de Recursos Hídricos, Universidade Federal do Rio Grande do Sul e Instituto de Pesquisas Hidráulicas com patrocínio do CNPQ e CAPES.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

PDDrU: Audiência Pública Hoje!

Está confirmada para hoje (2) a audiência pública que vai permitir a participação popular no processo de decisão acerca da drenagem urbana na cidade do Recife.



Acontecerá no Auditório Dom Hélder Câmara, no Centro de Formação de Educadores Professor Paulo Freire, situado na Rua Real da Torre nº 299, Madalena, Recife-PE das 14:00 às 17:00 horas.

Veja também: O que é uma Audiência Pública;
                      O que é um Plano Diretor de Drenagem Urbana


quarta-feira, 20 de agosto de 2014

PDDrU: Audiência Pública CANCELADA

A audiência pública que estava marcada para hoje (20) foi remarcada para o dia 02 de setembro, devido aos últimos acontecimentos na capital que inviabilizou a preparação da reunião.




Polêmica na construção de canal em Enseada

Uma polêmica de R$ 4 milhões e 600 metros de extensão tem agitado a Praia de Enseada dos Corais, no Cabo de Santo Agostinho, Região Metropolitana do Recife. A galeria de drenagem de água pluvial que a prefeitura está construindo e que termina no principal point de surfe do município - o Pico Quebra-Prancha, ou PQP -, está sendo contestada por moradores e surfistas da área. Eles alegam que a obra, batizada de Canal do Boto, levará esgoto ao que eles consideram um dos poucos ecossistemas ainda equilibrados do litoral metropolitano.




Iniciada em dezembro de 2013, com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do Governo Federal, a obra foi embargada pelo Governo do Estado em fevereiro deste ano e retomada há duas semanas. A Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) solicitou à Prefeitura do Cabo esclarecimentos sobre estudos de impacto ambiental e possíveis danos ao meio ambiente. "Essa intervenção começou sem qualquer discussão com a comunidade e sem as licenças necessárias. É no mínimo estranho que a prefeitura proceda desta forma", afirma a professora Geovana Eulália, gestora ambiental e moradora de Enseada dos Corais.

Segundo ela, o local onde desemboca a galeria é trecho de desova de tartarugas-marinhas. "Sem contar que não há tradição de ataques de tubarão a surfistas, o que comprova o equilíbrio ecológico que ainda existe por aqui", argumenta. O Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarões (Cemit) já registrou duas mortes relativas aos animais em Enseada dos Corais: em junho de 2013, o corpo José Rogério Tavares da Silva, 41, foi encontrado na Praia do Paiva três dias após ele ter desaparecido no Pico Quebra-Prancha; e, em agosto de 2012, Tiago José de Oliveira Silva, 18, foi achado morto no local. Ambos tinham sinais de mordidas de tubarão.



Geovana alega que a obra da galeria não tem tapumes e que representa perigo para moradores e turistas. "Não há sinalização nem proteção. Qualquer criança pode subir nas montanhas de brita do canteiro e, num acidente, cair bem em cima das ferragens do canal".

Para o engenheiro Frederico Ribeiro, morador de Enseada, o canal também vai afugentar turistas e frequentadores da praia. "Além de tudo, é uma obra agressiva, que destruiu uma rua natural", critica. Frederico alega que o riacho que corta Enseada poderia facilmente ser usado para o escoamento das águas pluviais sem a necessidade de uma intervenção drástica. "O pior é que sem a higienização natural do sol esse lugar vai virar um criadouro natural de ratos e baratas", completa.

PREFEITURA
O secretário de Infraestrutura da Prefeitura do Cabo, Oswaldo Vieira de Mello, garante que não existe a possibilidade de danos ao meio ambiente com a construção da galeria. "É um túnel de concreto armado feito para escoar a água da chuva que inunda boa parte das casas que fica atrás da pista principal entre as Praias do Paiva e de Gaibu. Só vai levar esgoto ao mar se os próprios moradores furarem o concreto e depositarem lá os dejetos, o que é muito difícil de acontecer".

O secretário explica que o embargo da obra, em fevereiro deste ano, obedeceu a um processo rotineiro da CPRH. "Prestamos todos os esclarecimentos, tivemos várias reuniões com a Promotoria de Meio Ambiente do Ministério Público e todos acharam por bem retomarmos os serviços", revela. Um dos motivos para a liberação das obras, de acordo com Oswaldo, é a redução de custos obtida com o projeto desenvolvido pela prefeitura. "O Tribunal de Contas do Estado (TCE) determinou que, da forma como idealizamos a galeria, haveria uma economia de 33% no valor total da obra", finaliza o secretário.
Este local é ponto de desova de tartarugas- marinhas. O canal vai trazer esgoto a um dos lugares mais conservados do litoral do Estado", argumenta o psicólogo Renê Costa.

Fonte: Jornal do Commercio, Cidades.

"A redução do comprimento do curso do rio e a uniformização da seção de vazão (canalização) aumentam a velocidade da corrente e consequentemente a erosão e o assoreamento à jusante, exigindo obras de vulto para manter o leito do rio retificado. Em épocas de enchentes extremas, são frequentes os prejuízos materiais e, às vezes, humanos. A ruptura da interação natural entre rio e baixada ocasiona o empobrecimento dos ecossistemas com perda da diversidade biótica." Fonte: Rios e Córregos, SEMADS


sexta-feira, 15 de agosto de 2014

PDDrU: O que é um Plano Diretor de Drenagem Urbana

O Plano Diretor de Drenagem Urbana (PDDU) é o conjunto de diretrizes que determinam a gestão do sistema de drenagem, minimizando o impacto ambiental devido ao escoamento das águas pluviais. Na elaboração do PDDU deve ser mantida a sua coerência com as outras normas urbanísticas do município, com os instrumentos da Política Urbana e da Política Nacional de Recursos Hídricos.




Plano Diretor de Drenagem Urbana é uma medida preventiva de controle de enchentes que auxilia no planejamento do desenvolvimento da cidade.

No Plano Diretor de Drenagem é dado ênfase no controle através de medidas não-estruturais como o zoneamento de áreas de inundação. Nesse zoneamento são especificados os critérios de ocupação do leito maior do rio.

Um Plano Diretor de Drenagem Urbana deve buscar:
  • planejar a distribuição da água no tempo e no espaço, com base na tendência de ocupação urbana compatibilizando esse desenvolvimento e infra-estrutura para evitar prejuízos econômicos e ambientais;
  • controlar a ocupação de áreas de risco e;
  • convivência com as enchentes nas áreas de baixo risco.



O Plano Diretor deve conter o Manual de Drenagem Urbana que tem como objetivo orientar os projetistas sobre as restrições e métodos aceitos no dimensionamento da drenagem na cidade.

No dia 20 de agosto será realizada uma Audiência Pública para discutir o Plano Diretor de Drenagem Urbana do Recife no Auditório Dom Hélder Câmara, no Centro de Formação de Educadores Professor Paulo Freire, situado na Rua Real da Torre nº 299, Madalena, das 14:00 às 17:00 horas.


Fonte: PARKINSON, J. MILOGRANA, J.; CAMPOS, L.C.; CAMPOS, R. “Relatório do Workshop em Goiânia‐GO dia 7 de Maio 2003”); TUCCI, C.E.M. “Plano Diretor de Drenagem Urbana: Princípios e Concepção”. RBRH. 1997.

PDDrU: O que é uma audiência pública?

A Audiência Pública é um instrumento de participação popular, garantido pela Constituição Federal de 1988 e regulado por Leis Federais, constituições estaduais e leis orgânicas municipais.  








É um espaço onde os poderes Executivo e Legislativo ou o Ministério Público podem expor um tema e debater com a população sobre a formulação de uma política pública, a elaboração de um projeto de Lei ou a realização de empreendimentos que podem gerar impactos à cidade, à vida das pessoas e ao meio ambiente. São discutidos também, em alguns casos, os resultados de uma política pública, de leis, de empreendimentos ou serviços já implementados ou em vigor.




Geralmente, a Audiência é uma reunião com duração de um período (manhã, tarde ou noite), coordenada pelo órgão competente ou em conjunto com entidades da sociedade civil que a demandaram. Nela, apresenta-se um tema e a palavra então é dada aos cidadãos presentes para que se manifestem. 

Todos os que quiserem podem e devem participar das Audiências. Entretanto, é fundamental que o órgão que a convoca priorize a presença das pessoas afetadas diretamente pela política pública ou projeto de lei a ser discutido. A divulgação prévia, a localização adequada e a garantia do direito à informação compreensível e ao direito de voz são pressupostos para a garantia do direito de participação.

No dia 20 de agosto será realizada uma Audiência Pública para discutir o Plano Diretor de Drenagem Urbana no Auditório Dom Hélder Câmara, no Centro de Formação de Educadores Professor Paulo Freire, situado na Rua Real da Torre nº 299, Madalena, Recife-PE das 14:00 às 17:00 horas.

 Fonte: Instituto Polis